quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Como tudo começou e como cheguei até aqui

Antes de mais nada, é importante explicar qual o caminho que eu segui até chegar aqui, escrevendo nesse blog poucos dias antes do meu primeiro intercâmbio.



Tudo começou em 2008. Morador de Santa Maria (uma cidade no interior do Rio Grande do Sul) e estudante de Ciência da Computação na universidade federal da região, seguia a vida acadêmica sem maiores acontecimentos, participando dos tradicionais grupos de pesquisa e fazendo os trabalhos das disciplinas. Se pudesse resumir, eu diria que estava sendo mantido no molde tradicional das universidades: formar bacharéis para seguir vida acadêmica, eventualmente evoluindo pra mestrado, doutorado, produzindo artigos e, no fim, mais professores universitários (sim, eu sei que é um certo exagero, mas há um fundo de verdade nisso). Analisando aquela época com a visão de hoje, é impressionante como muita faculdades estão incrivelmente longe da realidade do mercado de trabalho.

Buscando algo diferente, pensava fortemente em fazer intercâmbio após ver alguns amigos da Engenharia Elétrica e outros da Computação terem aproveitado muito algumas oportunidades que surgiram. Foi então que uma amiga de um desses amigos (e que depois virou minha amiga também), me falou da AIESEC.

Resumo (bem) rápido: a AIESEC é a maior organização de estudantes do mundo e trabalha por UM objetivo através de DUAS maneiras: o objetivo é desenvolver liderança nos seus associados e as duas principais maneiras pra isso são o intercâmbio e as posições de liderança na própria organização. Seus membros trabalham de forma organizada como uma empresa pra selecionar estudantes pra fazer intercâmbio ou abrindo vagas de intercâmbio nas empresas para permitir estudantes estrangeiros virem pra sua cidade.

Então, entrei na AIESEC pra fazer intercâmbio, porém por problemas familiares não pude ir naquela época (outubro de 2008), e acabei ficando na organização como membro.

Como membro, fui parte de um time. Havia um líder pra mim e mais cinco companheiros que organizava nossas reuniões semanais e nos passava tarefas pra realizarmos durante a semana. Foi aí que eu comecei a aprender o que era liderança. Apesar das 1000 definições de liderança, dá pra resumir "isso" como "a capacidade de inspirar confiança e sinergia entre pessoas diferentes em um grupo ou time para alcançar um objetivo em comum". Cara, aí está algo complexo e difícil de desenvolver. Desenvolver liderança estudando? Impossível. Liderança é na prática. Foi o que me motivou a me candidatar pra posição de diretor do escritório da AIESEC em Santa Maria.

Fui eleito diretor da área de gestão da informação em novembro para o ano de 2010 e, em suma, dá pra facilmente dizer que foi o melhor ano da minha vida, o mais intenso e o de maior aprendizado pessoal e profissional. Planejei todas as operações de uma área, liderei durante o ano quatro times em um escritório onde passaram 250 membros e junto com o melhor time de diretores mais nossa presidente, conquistando todos os prêmios disponíveis, como o de melhor escritório e batendo todos os recordes históricos de resultados. Uma experiência incrível e inesquecível.

Mas como na AIESEC é o ideal é viver as duas oportunidades que ela oferece, faltava aquilo pelo qual tinha entrado na organização: fazer um intercâmbio! Depois de um ano trabalhando pra fazer 58 pessoas viajarem para o exterior e 45 estrangeiros virem pra Santa Maria fazer intercâmbio, chegou o momento de viver a minha experiência.

Estou indo pra Itália no fim de fevereiro pra trabalhar em uma escola durante seis semanas ministrando atividades junto com os professores (ou extra-curriculares) em inglês, promovendo sempre que os alunos italianos pratiquem essa língua. Vou morar com uma família italiana nesse período e ter a companhia de mais 11 intercambistas de todos os lugares do mundo no trabalho. Show!

Meus planos incluem ainda mais seis semanas em outra cidade ou outro país (ainda preciso procurar a vaga). Pode ser na Grécia como o Daniel, Turquia como a Luisa, República Tcheca como a Nanda ou mesmo a Índia como a Gabe. Todos meus amigos que foram diretores comigo e hoje estão fazendo intercâmbio nesses lugares.

Basta querer pra ter o mundo em suas mãos


Por fim, também estou procurando no momento uma oportunidade no banco de dados da AIESEC para ficar de seis meses a um ano como intercambista em algum lugar por aí em algum lugar qualquer. Vamos se dá certo. O importante é lutar por isso, não é mesmo?

Um abraço e nos vemos pelo mundo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário